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Resumo
A pesquisa realiza uma análise comparativa da saúde mental em comunidades quilombolas do norte fluminense. Desenvolvida pelos Institutos Superiores de Ensino do Censa (ISECENSA) na graduação de psicologia, envolvendo a Linha de Estudos sobre Drogadição (LED) e a Linha de Estudos sobre Racismo (LER), ambas do Laboratório de Estudos sobre Processos de Estigmatização (LEPE). O objetivo principal é levantar dados sobre a saúde mental em comunidades quilombolas de diferentes cidades, especificamente mapeando a comunidade quilombola do Imbé e comparando com dados de Quissamã/RJ. Utiliza-se uma metodologia quanti-quali, incluindo observação participante e levantamento bibliográfico. Após a aprovação, realizou-se uma visita ao Imbé para obter permissão dos líderes comunitários, seguida de reuniões para planejamento de ações coletivas em saúde mental e aplicação de um questionário de 18 questões abordando os temas: qualidade de vida, autoestima, abuso de substâncias, violência e depressão. As atividades incluíram palestras, apresentações culturais, e ações volantes de saúde mental nos quilombos próximos, envolvendo conversas terapêuticas, aferição de pressão arterial e glicemia. Profissionais voluntários participaram destas atividades, enquanto a ação coletiva ocorreu no Quilombo Aleluia. A tabulação e análise dos dados foram comparadas com os resultados da comunidade quilombola de Machadinha em Quissamã/RJ. Os resultados identificaram semelhanças e disparidades no uso da saúde mental entre as comunidades. A pesquisa buscou rastrear a epidemiologia da saúde mental entre quilombolas do norte fluminense, considerando a possível invisibilidade dessa questão nas políticas públicas de saúde direcionadas a essas comunidades. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética de Pesquisas com Seres Humanos.
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Copyright (c) 2026 Thiago Ferraiuoli, Érica Henrique Ribeiro de Andrade , Edson Ribeiro De Andrade

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